terça-feira, 6 de julho de 2010

"Destralhar ajuda a adocicar"




Recebi um texto estes dias da autoria de Carlos Solano,

Começava assim:

 -"Bom dia, como tá a alegria"?

E mais adiante dizia:

"as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo".

 "Destralhar ajuda a adocicar."



Quantos ganchos eu poderia fazer com estas pequenas frases. Muitos.
O texto traz que se faz necessário destralhar-se, o que ele se refere?!
É preciso esvaziar-se com o tempo, para que possamos sentir a VIDA mais leve .
Mas, não é esvaziar-se totalmente, não é isto. É um esvaziar-se consideravelmente.
O peso por vezes deixa-nos paralisados. Talvez como forma de acomodação, o que guardado fica “fica o guardado”, logo, uma ilusão é criada de um "pseudocontrole" sob nosso emocional. Tudo está bem. Não, ledo engano!
Um momento de reflexão, esvaziar-se de coisas que não fazem bem, passados mal resolvidos, mágoas, ressentimentos, rancor, roupas velhas, objetos que nos remetem lembranças não bem vindas. É de suma importância, de modo que, nos deixará mais leve.
Guardar tudo isto que citei acima é encher-se, transbordar-se.
A vida nos exige constantemente uma reavaliação de nossos paradigmas e olhares bem como nosso coração também, rancor não faz com que vivamos em harmonia, é uma regressão penso eu.
Só com o tempo confirmamos esta afirmativa: destralhar - se ajuda de fato adocicar a Vida.
Nascemos azedos, ou seja,  cheios de falhas,  cometemos erros vários,  vamos nos aperfeiçoando, amadurecendo com o  próprio tempo.
Um ditado muito conhecido explica um pouco isso , "é preciso dar muito murro em ponta de faca" para entender que realmente é aprendendo com os erros que vamos mais além.
Insistir nos erros, dar murros em facas mesmo sabendo que irá machucar nossa mão é algo que persiste em todo e qualquer ser humano, o que difere um e outro é o dar uma vez e aprender que dói, machuca, por vezes  maltrata a alma, outros vão dar e dar murros, mas, nem  sequer  vão refletir sobre a dor.
Dê murros, mas esvazie-se, do que restou.  
A vida nos ensina a adocicar, ela dá o seu jeitinho, sem essa busca ininterrupta não teria graça penso eu.
E é com as pessoas, com essa troca que vamos adocicando, buscando a alegria de viver que nada mais é que um aprender, viver, conviver, viver com...

Só sei que, quero ser docinha como as laranjas do céu,  estou nesta busca contínua, se amanhã ou depois  você me encontrar,  tenha a certeza que"sou sempre eu mesma mas com certeza não serei  a mesma para sempre". Espero que você também.


Tenha um bom dia, aliás, como tá a alegria?!

Aliene.

domingo, 4 de julho de 2010

QUESTIONÁRIO INTERESSANTE!


Copiei esta idéia de vários blogs por aí...mas, as respostas são MINHAS.
BEM MINHAS, NADA DE CÓPIA.
Recomendado pelo Read to grow Europe.

-> Qual o livro que está lendo ou qual o último que leu?
Estou lendo: Da Morte Metafísica do Amor - Do sofrimento do Mundo. Arthur Schopenhauer. Uma leitura suscinta de sua biografia e idéias. 

-> Qual livro preferido?
 Não tenho preferido, mas gostei muito do livro: TUDO QUE VOCE NAO SOUBE.  FERNANDA YOUNG, ALIÁS, PRETENDO LER TODOS DELA, ADORO.

-> Autor, capa, recomendação ou sinopse?
Admito que pego livros pela capa, ou indicações, ou ainda interesse no assunto.

-> Um livro que não consegue terminar de ler.
Ainda não consegui terminar de ler Che Guevara – biografia, a leitura é pesada, mas muito interessante a trajetória dele, desde a saída da argentina à ida para CUBA.

-> Aquele que não sai de sua cabeceira.
O Monge e o Executivo é uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor, o monge numa espécie de mosteiro foi um grande empresário que traz lições ótimas a alguns que lhe procuram, este grupo passa se apropriar de suas lições, que servem não só de aprendizado à todos nós, mas é de uma grandiosidade e não considero auto-ajuda, foi muito bem bolado o livro.

-> Escritor preferido.
Tenho escritoresss, Jorge Forbes, Martha Medeiros(crônicas), Arthur Schopenhauer. 

-> Eu recomendo:
Você quer o que deseja de Jorge Forbes, e indico também a biografia de ARTHUR SCHOPENHAUER que a meu ver tinha tudo para ser um assujeitado na vida, tinha uma vida cômoda, mas buscou mais, buscou além, buscou ser sujeito, propagar idéias, pensamentos que muitos usaram posteriormente.

-> Não recomendo:
Como disse a autora do outro blog, seria presunçoso estar a dizer o que os outros não devem ler, cada um sabe o que gosta e o que não gosta. O que faz bem e o que não faz neh?!

-> E eu passo este selo para:
Quem tiver vontade de responder!!!

Beijoooo, Aliene.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Guerdjef, um pensador russo!

 Achei interessante, resolvi postar!:)

 


Palavras de Guerdjef, um pensador russo...

Faça pausa de 10 minutos a cada 2 horas de trabalho no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

Concentre-se apenas em uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

Esqueça de uma vez por todas que você é imprescindível no trabalho, na casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupem um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

Família não e você. Está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de 100 quilômetros. Não adianta estar mais longe.

Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo...para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de se divertir.

Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que se fizer ser!

U2 Walk On tradução

sábado, 19 de junho de 2010

MULHERES DE LIBRA! por Eduardo Loureiro Jr.





[...]
Quem já teve uma libriana e não tem mais — meu caso — é porque não sabe o que é bom. Ou então porque teve uma libriana quando ainda era muito novo — minha desculpa —, e não sabia o tesouro que tinha ao alcance das mãos e dos lábios.
Quem conversa com uma libriana tem a sensação de que está conversando com uma das pessoas mais inteligentes do mundo e, quando acaba a conversa, tem a certeza de que está tocando, beijando e transando com a mulher mais potente e amorosa do mundo.
Das minhas librianas que não tive, uma tinha o poder de se transformar numa imagem de Nossa Senhora com Menino Jesus no colo, e de transformar a mim num monge contemplativo. A outra me fazia crer que eu a fazia subir pelas paredes, quando ela é que girava meu mundo e transformava teto em chão.
De vez em quando, vejo as minhas librianas que eu nunca tive por aí, ao lado de outros homens felizardos. Já passei da fase da inveja, já não considero mais tais homens pouco merecedores de uma libriana. As librianas também têm o dom de tornar os seus homens melhores, a ponto de eles se tornarem merecedores do amor delas.
Minha única libriana que tive um dia, só a vi uma vez depois de tê-la perdido, casualmente, num shopping. De vez em quando — agora, por exemplo —, paro e penso que aquela pode ter sido a última vez que a vi. E o que eu disse? Um boa-noite, um como-vai?
Como posso morrer tendo dito tão pouco? A última coisa que se deve dizer a uma libriana é "eu te amo, sempre te amei, e sempre te amarei".
E se ela disser "eu também", não haverá mais crônicas a serem escritas no final de setembro, início de outubro. Porque a vida com uma libriana deixa pouco tempo para a literatura.
Eduardo Loureiro Jr.

Obs:
Confesso, meu ego foi massageado quando li esta crônica de Eduardo Loureiro Jr. , amei suas colocações sobre nós librianas, lógico que ele fez partindo dos contatos em que ele teve com librianas...mas,
Ameiiiiiiii... e tive que postar!:)
Aliene.