sábado, 28 de setembro de 2013

...Amor é incompreensão!

Li, gostei muito e vale compartilhar.

...Amor é incompreensão!  (Mário e Diana Corso)

Viver uma vida inteira ao lado de alguém é resignar-se a jamais decifrá-lo.

Quando se ama, o pior inimigo não é, como dizem por aí, o costume. Ele pode ser traduzido em intimidade, à guisa de elogio. A rotina pode ser deliciosa, porto seguro da alma, lugar onde ancorar a salvo do medo. A mesmice do outro não é chatice, é repouso. A repetição de seu ser nos envolve e acolhe como o café fumegante depois do almoço, ou o banido cigarro depois do sexo.
A duração de um amor não esbarra nisso, é a idealização das escolhas que a abala. Somos tolos como insetos em volta da lâmpada. Ficamos trocando de parceiro, renovando a expectativa de algo maior, relançando as apostas num encontro absoluto. Balela, amar é combater o desencontro a cada dia. Escute Clarice Lispector: “pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente”.
O convívio não destrói o mistério, pelo contrário. Viver uma vida inteira ao lado de alguém é resignar-se a jamais decifrá-lo. Não nos saciaremos um no outro. Ele nunca chegará a nos pertencer definitivamente. Um rio separa os amantes, travessias são possíveis, mas as margens não se fundirão.
Gulosos, consideramos que a felicidade seria fazer-se um: queremos mais do que encaixe, o objetivo é zerar a distância, anular a diferença, virar uma só laranja. Nesse caso, melhor casar com o espelho ou seguir em busca desse par perfeito, pulando de promessa em promessa, procurando no amor o tesouro escondido da felicidade.
O problema é que Amor e Felicidade sofrem da mesma sina. São inflacionados, acima de tudo incompreendidos e costumam não ser reconhecidos quando estão presentes. Por natureza, eles são discretos, deixam-se estar, suaves, dispostos a um bom papo, uma tacinha de vinho. Mas em geral são ignorados. Depois de um tempo, partem incógnitos. Os que não souberam reconhece-los sequer têm motivo para lamentar por isso, a ignorância protege.
Já a a Paixão e a Euforia nunca passam desapercebidas, causam furor quando chegam e todos querem ser vistos e fotografados a seu lado. São barulhentas, jogam confetes em si mesmas e somem sem que se saiba quando foi que a Ressaca tomou seu lugar.
Os amantes ingênuos são mais afeitos ao estilo destas últimas. Como num parque de diversões eterno, esses insensatos ficam em longas filas, por dias, meses, anos, na chatice da espera, para viver aqueles instantes de furor, vertigem. Não gosto de vertigem. Prefiro gastar meu prazo tomando um vinho com a Intimidade. Essa, vos asseguro, é mais próxima da Felicidade. Acho que nunca terminarei de comemorar a permanência do amor como um presente que recebo a cada dia. Um pacote de presente que nunca abro. O mistério de seu conteúdo faz parte da felicidade de tê-lo em mãos.

sábado, 1 de setembro de 2012

Sob o SOL de cada começo, eis que a Vida por si só 'significa'.



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A vida é feita de riscos, perdas, escolhas e tristezas. Mas, a vida é feita de alegrias que compreende grandes re ‘começos’.
Estava eu num domingo à tarde, olhando um filme(“Sob o sol de toscana”). Domingo “este” , em que a chuva deslizava num remanso pela janela e onde não se espera nada, absolutamente nada, além de um descanso. Eis, que o filme começa a despertar em mim todos os questionamentos inenarráveis. Pronto, ganhei à tarde, pensei!
O que é a vida senão um montante de recomeços apenas, que se movem conforme nossas experiências diante dos desafios? O ressurgimento a que me refiro no título(de Vida). Seria quando perdemos algo que é indispensável para um viver, conviver e aguentar as intempéries em que as vivências nos colocam. Questiono-me dentre tantas coisas, se este ressurgir se dá quando o pulsar volta a reinar e há um despertar?! Este pulsar que aqui me refiro não seria algo físico e sim “uma pulsão”, sendo originária do latim “pulsio”, que designa o ato de impulsionar que compreende uma força, está pra além de físico, é um impulso que nos leva em direção a algo através de infinitas possibilidades de se representar um ‘desejo’. E ‘este’,  por sua vez,  volta a nos orientar,  ‘pulsar’ e por conseguinte nos faz viver.   
A vida nos convoca constantemente a um reinvestimento de resignificações, de energias. Elaborar cicatrizes e rever escolhas, é um desacomodar-se. E como diria um dos meus escritores favoritos(Fernando Pessoa). ‘A vida é o que fazemos dela’. Então, se autorize mais, ou seja, viva e sinta! As sensações nos atravessam durante nossa trajetória inteira, sejam elas boas ou ruins; o interessante da vida não é o momento ser eterno, porque não o será nunca, mas eterna será a sensação que o momento proporcionou. Como no filme: ‘você tem que viver esfericamente sob todas as direções, com entusiasmo infantil, e as coisas acontecem’. 
Um sentido para a vida? Não estou convencida disto. Acredito que nós damos um sentindo a mesma, vivendo-a. Como diria Calligaris em um de seus escritos; ‘perder o encanto no cotidiano ou nunca ter encontrado o mesmo, eis que surge a depressão’. Ou seja, a vida se justifica por si só, ela pode ser seu próprio sentido.
Nietzsche traz uma passagem em Zaratustra, um de seus escritos, que resume o que tento defender: ‘profunda é a dor e a alegria é mais profunda que o sofrimento, a dor diz: passa! Mas, toda a alegria quer eternidade, quer profunda eternidade’. E isto talvez seja o grande dilema, exigimos da vida mais do que ela pode nos dar. Você tem de saber conviver com as frustrações e fazer delas grandes aprendizados. A dor passa e a alegria retorna, mas a alegria acontece quando esperamos grandes excitações, realizações; eis o segredo da Vida.
Vivemos de reticências, incógnitas e pulsar. Viva e some os hojes, elabore os ontens e aguarde o amanhã. Não importa o que aconteça, guarde sempre sua inocência; isto é o mais importante.
A vida é um intenso  pulsar a nos impulsionar. Esta é a grande verdade a quem possa buscar e perguntar.


Tenha um bom dia!
                          Aliene lemes! 













terça-feira, 28 de agosto de 2012

FELICIDADE, eis a questão!


APENAS PARA REFLEXÃO!





Esta coisa de que a Felicidade é um direito de todos e está na constituição dos EUA, ok. 
Agora ter que fingir 'felicidade' o tempo inteiro é algo muito chato. Não existe 
coisa pior que uma pessoa ser obrigada o tempo inteiro a fingir que é jovem, a fingir que é feliz, quando na realidade depois de uma certa idade e fase da sua vida, você vê e sente 
que todo mundo é mais ou menos igual, todo mundo quer a mesma coisa,
os fins de semanas são basicamente parecidos, não se tem grandes invenções o tempo inteiro, e você tem que fingir...sabe aquele sorriso, sabe aquela coisa "mac donalds". 
Então, não vire o chato do elevador, mas, não monte uma personalidade que não é sua. 
Não fique buscando perfeição,é uma das maiores formas de desumanização que existe,ou seja, "obrigar a gente e o outro ser perfeito" e feliz o tempo inteiro.
Nós somos seres agoniados, com medos, a medida que crescemos aprendemos apenas 
a lidar com estes monstros e demônios dentro de nós mesmos. E muitos psicólogos vão entender o que estou falando...Há uma angústia, como se fosse um desencontro interno, é um contínuo sentimento que ultrapassamos a nós mesmos o tempo inteiro. 
Há uma hipocrisia constante em colocar o problema no externo, 
ou seja, no capitalismo, na escola, na igreja, pai, mãe, fazendo isto tira-se 
esta agonia que me parece o lado mais interessante do ser humano. 
O remediar também é algo que está levando as pessoas a beira de um abismo, 
uso de medicação abusiva não resolve. 
Mas, buscar uma significação e elaboração deste mal estar 
do que a vida nos coloca e convoca seria a via e solução! 

Adaptado, Aliene.
Luiz Felipe Pondé, filósofo
(no roda viva em entrevista que olhei e tentei obsorver o máximo).

quinta-feira, 31 de maio de 2012

...Tem gente!


Li alguns anos atrás este poema tão inspirador de Ana Jácomo, que de fato me fez mais que rapidamente refletir acerca destas pessoas, existe...,mas, hoje em dia cada vez mais raríssimas.
Tem gente que tem cheiro...
de passarinho quando canta,
de sol quando acorda,
de flor quando ri.
Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro
de colo de Deus,
de banho de mar
quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas,
pode ser abril,
mas parece manhã de Natal,
do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro
das estrelas que Deus acendeu no céu
e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível,
a gente tem certeza.
Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,
recebendo um buquê de carinhos,
abraçando um filhote de urso panda,
tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave
que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro
de cafuné sem pressa,
do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta,
de passeio no jardim.
Ao lado delas,
a gente percebe que a sensualidade
é um perfume que vem de dentro
e que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas,
a gente lembra que no instante em que rimos
Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você,
que nem percebe como tem a alma perfumada
e que esse perfume é dom de Deus.
Ana Jácomo!


quinta-feira, 17 de maio de 2012

...O que me têm!


Inconstrução*

Um cair da chuva de mansinho, cheirinho de terra molhada me tem;
Uma boa música que leva a uma lembrança me tem;
Um bolinho de chuva com canela me tem;
Pessoas que não se deixam sucumbir pela maldade, me têm;
Pessoas que iluminam como sol, mesmo nos dias cinzas, tiram um sol da cartola, estas me têm;
Fazer amor em uma madrugada ou num amanhecer, me tem;
Um café docinho me tem;
O frio e uma lareira quando bem acompanhada, me tem;
Longas conversas noite adentro, me tem;
Acordar com um beijo e um eu te amo assim como dormir ouvindo também, isto me mantém refém;
Uma organização me tem;
Casa cheirosinha me tem;
Sair e dançar uma noite inteira me tem;
Um livro bom me tem;
Um filme a dois me tem;
Conversar olhando no olho deitados, me tem;
Um bom jogo de futebol e uma pipoca me têm;
A cor branca me tem;
Família reunida e unida me tem;
Carinho comedido me tem;
Uma cervejinha preta me tem;
Praia em família me tem;
Carnaval em família me tem;
Questionar, me tem;
Tentar desvendar as expressões do outro*, seja escrita, faladas, articulada muito me tem;
As incógnitas da vida me têm;
Filosofia me tem;
Moranguinho, açúcar e iogurte me tem;
Um chimarrão bem cevado, me tem;
Pessoas que possuem verdade, me tem;
Pessoas inteligentes e bons gostos me tem;
Um homem charmoso, me tem;
O que nos tem, têm à nós para sempre!

Aquilo que me têm muito Amo.
                                 E o que te tem hein...?


Poderíamos fazer uma analogia com esta música abaixo, onde quer que eu vá levo você no olhar e se levamos um amor onde quer que formos, logo,levaremos o que nos detém na vida, gostos, olhares, jeitos, sonhos para sempre!


Tenha um bom dia.
Aliene!



...Quebrando paradigmas psiquiátricos!


Cabe aqui uma boa reflexão...




sábado, 17 de março de 2012

...Ah, o amor sob outra perspectiva!

O amor... Jorge Forbes(psicanalista)

 “O amor é sempre inadequado e bagunceiro...
O amor do impossível é aquele que não tem intermediação, é o amor do encontro,
é o amor da surpresa, é o amor do inusitado no que a palavra lembra que é sem lugar, inusitado*
Esse amor é um amor incômodo, não é o amor do pouso,
ele é um amor plataforma, ele é um amor que te acorda em vez de te fazer dormir...
Ele é um amor que te irrita porque não dizê-lo, é um amor que faz com que você
tenha que encontrar uma solução pra ele,
uma expressão pra ele...e que você encontra ás vezes, temporariamente e rapidamente,
que faz como que você logo em seguida quando que o expresse, você mesmo se pergunte...
Será que consegui, e o outro a quem você declara o amor te pergunte...
MAS, SERÁ QUE VOCÊ ME AMA MESMO...
O amor impossível talvez seja a maior característica de nós seres humanos,o nosso amor
é impossível em essência porque nós nunca encontramos a justa posição entre os amantes”!
JORGE FORBES, PSICANALISTA!


Contemplem esta música que AMO!



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CONJUGAR O VERBO "AMAR"





Li esta citação abaixo dias destes e me apaixonei... porque é carregada de significado. 
Realmente o amor é este em que você tem de se despir todos os dias e o outro aceitar seus altos e baixos, suas fraquezas, defeitos, o seu self de todas formas possíveis e imagináveis...........
Cabe aqui uma boa reflexão.
Aliene. 







"...É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chopp é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário, quando se vê de vez em quando. 
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Nessas horas é que se vê o verdadeiro amor, aquele que é companheiro, que quer o bem acima de qualquer coisa. E é esse o amor que dura pra sempre. Na verdade esse é o único que pode ser chamado AMOR..."!




Contemplem a música...








Tenha um Bom dia!
Aliene!

terça-feira, 24 de maio de 2011

"ALGUÉM"

Você já sentiu como se estivesse a ponto de enfartar, mãos geladas, coração acelerado, respiração ofegante, suspiros sem fim...
Sim?! ...então sinto informar é paixão.
Muitos falam de amor, ah o amor, e a paixão onde tudo começa por que não falam?
Porque não escrevem, porque não exaltam...
Não sei de fato, não tenho respostas concretas, mas, pensando, divagando, acabei entendendo que para todo amor, houve uma paixão e para todo amor se sustentar ali ela deve estar, perdurar...
Ah! Paixão!
As paixões nos desconsertam, descompensam, desestruturam e a partir delas se constroem amores arrebatadores.
A resposta científica que atribuem é que a paixão é uma patologia amorosa, uma fantasia depositada no outro. A realidade sobre o outro é idealizada porque o sujeito apaixonado se funde num outro, perdendo a sua individualidade por vezes singularidade. Depois de um determinado tempo, essa intensidade desta fusão se esvai, porque a paixão é uma idealização mítica do outro.
Ok, muito bonitinha explicação, mas há alguma saída, nós indivíduos conseguimos fugir, escapar a este sentimento?
Deixar de senti-la é deixar de envolver-se!
Não, não há saída!
Ah! Paixão!
Há quem diga que se apaixonar é terrível, mas como diria uma escritora por aí, “viver tem que ser perturbador”, você não quer passar pela vida sem um dia ter tido este sentimento.
É preciso sim que anjos e demônios despertem dentro de nós, e como é bom desatinar, estremecer, fantasiar, suar... Momentos como estes nunca são esquecidos. Toda paixão é lembrada porque com certeza significou, e o que significa perdura, e o que perdura é porque significou, te desatinou um dia.
Ah! Paixão!
Este trecho lembra-me sempre a paixão “Um dia desses, desses encontros casuais talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação. Um dia desses, num desses encontros casuais talvez eu diga: -Minha amiga, pra ser sincero prazer em vê-la!Até mais!”
Ah! Paixão!
Para toda paixão existe ALGUÉM, para todo ALGUÉM existe uma paixão.
E como diria um poema de nosso Vinícios de Moraes, “são demais os perigos dessa vida para quem tem paixão, principalmente”, mas pense comigo que perigo bom, o perigo pior em vida seria deixar de sentir.
Ah! Paixão!
A paixão é feita de música, a paixão vai te fazer derramar lágrimas assim como vai te fazer rir... ela é dança e poesia, melancolia e alegria, mas com certeza ela vai deixar rastros um dia. É idealização, é sensatez e embriaguez. É liquidez, mas, pode vir a ser solidez.
Ah! Paixão!
Paixão é emoção, é mãos trêmulas, é boca seca, é coração pulsando forte, é fogo, é ardor, é desatino. Como diria a música, "Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa".
Ah! Paixão!
Sempre haverá um alguém a quem se apaixonar;
A quem se entregar, a quem chorar, a quem se alegrar...
Quisera eu mandar em meu coração.
Ah! Paixão... tudo começa contigo, eis a questão!
Sempre haverá “alguém para conhecer a vida, alguém para conservar o calor, alguém para acreditar em tudo, por conseguinte, alguém para desfrutar do amor”.


Agora contemplem a música abaixo no qual acho lindíssima... 


quinta-feira, 19 de maio de 2011

...POEMA...


Vem o vento.......
Alívio da alma,
Ilumina o sonho,
Da glória, a mais habilidosa das carícias ....
A mais dramática poesia,
O maior suspiro ,fantasia ...
Do silencio....
A escuridão da espera...
A melodia do tempo ,o sacrifício da nobreza de estar...
ao seu lado...
A mão está a espera,
Os lábios a procura...
O corpo condena..
Irradia :
calor ,
esperança,
suspense,
furor...
Que comoção estrondosa,
Que sentimento profundo,
Beleza que se completará,
No tocar da sua pele,
na maciez do seu ser,
no convívio da paixão, que me espreita no seu olhar,
fusão da melodia amorosa...
O dia passa,
O tempo nem se fala,
As tendencias se modificam,
o carinho se aglomera,e se aloja ....
As transformações acontecem,
Os minutos decorrem ,mas não me parece distante....
A complexidade humana,da vida é claro mundana,q habitamos é profunda,
A transpiração q me provoca,esse delírio de palavras,
a porta do destino ,das ilusões que compartilhamos de estarmos juntos..,
desejo é pouco,profundidade dele absoluta ,é o exato...,
Pensamentos a toda hora me ocorrem,vc faz parte de mim,.....
E vem o sol
e com ele a primavera..
Estação dos romanticos...,do convívio platonico...,dos momentos inesquecíveis,que é de estar a ti...
Ali...
Aqui te espero...,se espero...
Te procuro no vazio...,
No decorrer do relógio,
No paladar ,
No tato,
Na lágrima ,
Em todos os atos...
No céu
chego mais perto ,
te observo, e vejo ....,a estrela que brilha aos meus olhos....,
Me transborda de energia....
Carinho absoluto q eleva-me ao extremo, dessa beleza q é vc......... Ali,
Quero perpetuar esse instante q te olho,
Mas, a noite passa...
e vem o dia,
e com ele a embriagues do sonho lindo da noite,
Daquela estrela
a estrela
q guia -me,
afaga-me,
me faz sentir vivo...,a mais carinhosa,amorosa,inteligente ...,
q magnífico esse corpo celeste,minha adorável e inenarrável ali..
Não quero dizer nada porque...
Voce me diz ...
Não quero palavras...
Voce me completa...
Não quero dizer ...
Só pensar que...
gosto de ti...
Não quero lucidez...
quero vc,e isso é tudo...
O tanto vc saberá...
Escrever é pouco,quando a poesia mais linda escrita ,não importa...
e nem as mais imperfeitas...
Porque é vc q clamo..
E o que importa...
É que amo....
"Alí"
                    ali...,aqui,...... ,um dia te encontrarei.







Obs: Meu noivo fez para mim à anos.
Data: 20/01/2003 01:59

Lembrei deste poema... 
Aos enamorados... 
O amor segundo Carlos Drummond de Andrade...
...Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
...Que pode uma criatura senão,
entre outras criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar? 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

"SAUDADE"


Como descrever este sentimento que como sabemos existe apenas em nossa língua...
A Saudade, nos causa um desassossego, uma desacomodação  em que o sofrimento é o preço, chega ser angustiante.
Ah, Saudade...
Momentânea...
Fugaz...
Eterna...
Desoladora...
Avassaladora...
Desumana por vezes...
Unânime em destralhar corações...
Ama-se, e em conseqüência a saudade fica...
Seja como for...
Um Momento...
Uma Pessoa...
Pessoas que não estão mais entre nós...
Da infância...
De não ter responsabilidades...
De um amor...
De certa, do que significou...

               “Saudade, privilégio da língua portuguesa, mas, como é difícil traduzir ...
                Inglês: I miss you – sinto sua falta; Homesickness – sentir falta de casa ou do lugar.
Espanhol: Recuerdo – lembrança; Te extrano mucho – sinto falta
Italiano: Ricordo affettuoso – lembrança carinhosa
Latim: Desiderum – desejo de ter de volta; Lenirium – matar a saudade; Solitatem – solidão.
Francês: Souvenir – lembrança; Tu me manque – sinto sua falta
Grego: mnéia ou mnéme – sentir falta
Alemão: Heimweh – saudade da casa ou do lugar; Sehnsucht - desejo de ter algo de volta...”   (Vivian Zanatta - jornal O Estado de São Paulo)


 Certamente a Saudade nos remete uma nostalgia, um querer ardente e não poder...
Assim como diz a música, “Quem inventou a distancia não conhecia saudade e o estrago que ela pode causar quando ela invade”
Como li em algum escrito...  Saudade é o amor que fica!
Transforme a SAUDADE que sentes em estímulo, para a hora do encontro, e quando nostálgica use-a para reencontrar-se!


Fiquem com um clássico da Duffy




Tenha um bom dia!
Aliene lemes.


“As estrelas são o universo e as pessoas são feitas do mesmo material das estrelas”

Reflexão do texto, “fundamentos filosóficos” Tcc de Mullin.


 ALIENE LEMES

Estava lendo os fundamentos filosóficos da Tcc de Mullin dias destes, então resolvi escrever sobre algumas coisas que me saltaram os olhos.
Começo minha reflexão com uma frase que me instigou no texto, “as estrelas são o universo e as pessoas são feitas do mesmo material das estrelas”. Você vê o que seu conhecimento permite que veja, ou seja, cada um compreende e entende o mundo com o seu olhar; verá tudo a sua volta de acordo com suas representações de mundo, ou seja, como as construiu no seu íntimo. 
Como falei em outros escritos, o quão importante é, rever nossos paradigmas constantemente, crenças, mudar nossas percepções, para crescimento pessoal e entendimento do mundo que nos envolve e o mundo dos outros, ou seja, construir uma auto-crítica é de certa fundamental.
Fazendo uma analogia, as estrelas são feitas de poeiras cósmicas e em milhões de anos há explosões e as junções entre elas formando então as galáxias com centenas de milhões de novas estrelas e assim como as estrelas são as pessoas. As pessoas são constituídas de “poeiras” que são jogadas para baixo do tapete (interior de cada um), você percebe a realidade, elabora uma “representação mental” com distorções, e guarda. Com estas, forma-se as “crenças mentais” que se juntam a outras crenças mentais guardadas no seu íntimo. Só que esta poeira tem que mudar de lugar em algum momento, com poeira demais não se consegue viver harmoniosamente, com algumas explosões do dia a dia, vamos nos dando conta que alguma poeira tem de mudar de lugar, estas crenças “poeiras” juntam-se a outras formas de ver o mundo “poeiras d’ outros”. Você vai criando uma (flexibilidade cognitiva) que seria a capacidade como o nome diz, de desenvolver sua flexibilidade na forma de pensar e avaliar situações através de sua (metacognição) que seria avaliar de forma crítica seus esquemas de “poeiras” e assim vai formando as “galáxias” em seu íntimo, mas, galáxias são mais consistentes, leva-se anos, a beleza delas é de uma forma sublime, então compreende-se na pessoa um amadurecimento, visto que, não é uma tarefa fácil e leva um bom tempo, anos, vindo então dar lugar a leveza e beleza interior em que a “poeira” dá lugar a “pouca poeira” e limpeza.
O texto fala ainda sobre a Lei da parcimônia, que seria “quanto mais simples melhor”. Ou seja, por vezes todo e qualquer indivíduo tende a distorcer situações, logo, fantasiar, isso está dentro de uma normalidade para o funcionamento, o problema é se isto acarretar danos na vida pessoal, bem como começar a complicar demais a vida do indivíduo.
Por fim, de um modo simples para compreensão, como uma bebida entendo que precisamos de umas “doses” a mais da “Lei da parcimônia na Vida”. Para que complicar se é simples? Com o tempo, o indivíduo deve enxergar o óbvio para viver bem, não o nosso óbvio, mas o que seria melhor para ele viver bem dentro de uma normalidade diante de todos, ou seja, que seria comum a todos. 
Reflita!
Tenha um bom dia!